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Container não existe: o que o Linux faz por baixo do Docker e do Kubernetes

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Não existe um objeto chamado "container" dentro do kernel Linux. Existe um processo comum, com uma visão limitada do sistema e um teto de recursos. Entender isso muda a forma como você investiga problemas. Fala pessoal, tudo bem? Na série Kubernetes do Zero subimos clusters, pods e até um "mini cluster" com o kind, onde cada node é... um container. Mas o que é um container, afinal? A resposta que mais ajuda no dia a dia é esta: Um container é um processo Linux com três coisas a mais: namespaces (o que ele enxerga), cgroups (quanto ele pode usar) e um sistema de arquivos próprio (a imagem). O resto é ferramenta em volta. Kernel Linux do host (um só, compartilhado) "Container" Namespaces o que ele VÊ PID, rede, mount, hostname, usuários cgroups quanto ele USA CPU, memória, I/O, nº de processos Imagem o que ele TEM camadas montadas como raiz (/) Não há uma VM aqui: todos os cont...

Cron ou systemd timer? Repensando o agendamento de tarefas no Linux

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O cron está aí desde os anos 70 e continua funcionando. Mas existe uma alternativa nativa em quase toda distribuição moderna que resolve problemas que o cron simplesmente ignora. Fala pessoal, tudo bem? No post "Backup simples com rsync" , agendamos o script com o cron, às 2h da manhã. Funciona. Mas pense em algumas perguntas: E se o servidor estava desligado às 2h? O backup daquele dia simplesmente não acontece. O backup falhou? Você só descobre lendo o log, se lembrar de ler. Ele ainda estava rodando quando o próximo começou? O cron nem quer saber. É aqui que entram os systemd timers . Cron x systemd timer cron systemd timer Máquina desligada no horário Execução perdida Roda ao ligar ( Persistent=true ) Logs Por sua conta Automático no journalctl Execuções sobrepostas Podem acontecer Não sobrepõe o mesmo serviço Próxima execução Você calcula de cabeça systemctl list-timers mostra Limitar CPU/memória Não Sim, direto no service Simplicidade Uma ...

Linux 7.x: um kernel novo a cada dois meses. Preciso acompanhar?

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O kernel Linux já está na série 7.x. Entender como ele é lançado e mantido ajuda a responder uma pergunta que todo sysadmin faz: qual kernel eu deveria rodar? Fala pessoal, tudo bem? Em agosto o Linus Torvalds lançou o Linux 7.2 , no prazo, com novidades como Cache Aware Scheduling , melhorias de I/O em AMD e Intel e suporte inicial ao Apple M3. Logo em seguida abriu a janela do 7.3, que já aparece no Ubuntu 26.10. E é sempre assim: um kernel novo a cada 9 ou 10 semanas . Dá vontade de perguntar se é preciso correr atrás de cada um. Spoiler: o número "7" não significa nenhuma revolução. O Linus costuma trocar o primeiro número quando o segundo chega perto de 20, para, como ele mesmo brinca, não ficar sem dedos para contar. Não há quebra de compatibilidade por causa disso. Como um kernel nasce O ciclo de ~9 semanas Merge window 2 semanas rc1 ... rc7/rc8 só correções Lançamento ex: 7.2 Stable 7.2.1, 7.2.2... ...

“WARNING: connection is not using a post-quantum key exchange”: o aviso novo do SSH

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Computadores quânticos capazes de quebrar criptografia ainda não existem. Mas o SSH já começou a avisar quando a sua conexão não está protegida contra eles. Entenda por quê. Fala pessoal, tudo bem? No post "SSH sem dor de cabeça" configuramos chaves e atalhos para conectar nos nossos nodes. Se você atualizou o cliente SSH recentemente, pode ter dado de cara com isto: ** WARNING: connection is not using a post-quantum key exchange algorithm. ** This session may be vulnerable to "store now, decrypt later" attacks. ** The server may need to be upgraded. See https://openssh.com/pq.html Calma, ninguém invadiu o seu servidor. Mas o aviso merece atenção. "Guarde agora, decifre depois" A ideia por trás do aviso é simples e um pouco assustadora: Hoje Atacante grava sua sessão SSH cifrada Anos depois Surge computador quântico capaz de quebrar a troca Resultado Senhas, segredos e comandos expostos O...

Kubernetes 1.37 “Garhwal”: o que vale prestar atenção (e a versão de que você precisa sair agora)

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O Kubernetes lança uma versão a cada quatro meses. Não dá para acompanhar tudo, mas dá para saber o que importa e quando a sua versão vai ficar sem suporte. Fala pessoal, tudo bem? O Kubernetes 1.37 , codinome "Garhwal" , saiu no final de agosto e já está na 1.37.1. Foram 67 melhorias : 16 viraram estáveis, 23 chegaram ao beta e 27 entraram como alpha. Ninguém precisa ler as 67. Vou separar o que chama atenção para quem opera cluster no dia a dia. E, mais importante, falar de suporte , que é onde muita gente se complica. Destaques que valem um olhar Metrics API estável (GA): a API que alimenta o kubectl top e o HPA finalmente é considerada estável. HPA com scale to zero (beta): o autoscaler pode levar um deployment a zero réplicas. Ótimo para ambientes de teste e workloads que ficam ociosos. Kubelet em modo rootless (beta): o kubelet rodando dentro de um user namespace, reduzindo o estrago caso algo escape do container. Memory QoS (beta): proteção de mem...

O Ingress NGINX foi aposentado. E agora?

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Fala pessoal, tudo bem? "O controlador mais usado para expor aplicações no Kubernetes parou de receber atualizações em março de 2026. Se ele ainda está no seu cluster, você está sem patches de segurança." Em novembro de 2025 o projeto Kubernetes anunciou algo que pegou muita gente de surpresa: o Ingress NGINX seria aposentado em março de 2026. Esse prazo já passou. Estamos falando de um componente usado em cerca de metade dos ambientes cloud native , segundo o próprio comunicado do Kubernetes. E o motivo não foi técnico: foi falta de mantenedores. 🚨 O que significa na prática: sem novas versões, sem correção de bug e sem patch de segurança . O controlador continua rodando, mas qualquer vulnerabilidade nova fica aberta para sempre. Obs: estamos falando do projeto comunitário kubernetes/ingress-nginx . O controlador mantido pela F5/NGINX é outro projeto. Como saber se você usa # quais IngressClasses existem no cluster $ kubectl get ingressclass # procurando ...

A chegada do Ubuntu 26.10 "Stonking Stingray"

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O Ubuntu 26.10 saiu em 15 de outubro com uma mudança silenciosa e histórica: os utilitários básicos do sistema agora vêm de uma implementação em Rust. Fala pessoal, tudo bem? O Ubuntu 26.10 "Stonking Stingray" chegou na semana passada. Tem kernel Linux 7.3, GNOME 51, systemd 261 e OpenSSL 4.0. Mas a novidade que mais me chamou atenção não aparece em print de desktop: a migração dos coreutils para Rust foi concluída . Ou seja: ls , cp , mv , rm , cat ... aquelas ferramentas que usamos centenas de vezes por dia agora vêm do projeto uutils , e não mais do GNU coreutils que acompanha o Linux há mais de 30 anos. Por que isso importa: não é sobre a linguagem da moda. É sobre segurança de memória em ferramentas que rodam como root, em scripts, em pipelines e em todo servidor do planeta. O que mudou no 26.10 (o essencial) Componente No 26.10 Kernel Linux 7.3 Coreutils uutils (Rust), migração concluída Barramento do sistema dbus-broker no lugar do dbus-daemon...