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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

A chegada do Ubuntu 26.10 "Stonking Stingray"



O Ubuntu 26.10 saiu em 15 de outubro com uma mudança silenciosa e histórica: os utilitários básicos do sistema agora vêm de uma implementação em Rust.

Fala pessoal, tudo bem?

O Ubuntu 26.10 "Stonking Stingray" chegou na semana passada. Tem kernel Linux 7.3, GNOME 51, systemd 261 e OpenSSL 4.0. Mas a novidade que mais me chamou atenção não aparece em print de desktop: a migração dos coreutils para Rust foi concluída.

Ou seja: ls, cp, mv, rm, cat... aquelas ferramentas que usamos centenas de vezes por dia agora vêm do projeto uutils, e não mais do GNU coreutils que acompanha o Linux há mais de 30 anos.

Por que isso importa: não é sobre a linguagem da moda. É sobre segurança de memória em ferramentas que rodam como root, em scripts, em pipelines e em todo servidor do planeta.

O que mudou no 26.10 (o essencial)

Componente No 26.10
KernelLinux 7.3
Coreutilsuutils (Rust), migração concluída
Barramento do sistemadbus-broker no lugar do dbus-daemon
Basesystemd 261, OpenSSL 4.0, Python 3.14, Rust 1.97
Suporte9 meses (até julho de 2027)

Por que reescrever algo que funciona?

Boa parte das vulnerabilidades graves em software de sistema vem de erros de memória: buffer overflow, use-after-free, ponteiro inválido. Em C, evitar isso depende da atenção do programador. Em Rust, uma grande parte desses erros nem compila.

O caminho começou antes: o Ubuntu 25.10 já tinha trocado o sudo pelo sudo-rs. Agora é a vez dos utilitários básicos. É uma tendência que vai além do Ubuntu: Rust já está no próprio kernel Linux.

Rust chegando nas camadas do sistema Kernel suporte a drivers em Rust Ubuntu 25.10 sudo-rs como sudo padrão Ubuntu 26.10 coreutils (ls, cp, mv, rm) em Rust

Como saber o que está rodando aí

Se você já está no 26.10, dá para conferir de onde vem cada ferramenta:

# versão do sistema e do kernel
$ lsb_release -a
$ uname -r

# a primeira linha mostra qual implementação responde
$ ls --version | head -1
$ sudo --version | head -1

# para onde o binário aponta de verdade
$ readlink -f "$(which ls)"
⚠️ Atenção com scripts antigos: a meta do uutils é ser compatível com o GNU, mas detalhes de saída, mensagens de erro e opções raras podem variar. Se você tem scripts que fazem grep na saída de ls ou df, teste antes de subir para o 26.10 em produção.

Devo atualizar meus servidores?

Para servidor, a resposta curta continua sendo: fique na LTS (26.04). O 26.10 é uma versão interina, com 9 meses de suporte. Ela serve para testar o que vem na próxima LTS.

💡 Dica de laboratório: suba uma VM com o 26.10 e rode seus scripts de rotina nela (backup, deploy, limpeza). É o jeito mais barato de descobrir hoje o que vai quebrar na 28.04 LTS.

Considerações Finais

Trocar o ls parece pequeno. Mas é o tipo de mudança que mostra para onde o Linux está indo: menos confiança na atenção humana, mais garantia vinda da ferramenta.

Para quem administra sistemas, o recado é simples: as ferramentas de sempre continuam com o mesmo nome, mas não são mais exatamente as mesmas. Vale testar.

Abs e até a próxima!!!

:wq!

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